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Alex Fernandes. Tecnologia do Blogger.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
YouTube passa a oferecer opção de cobrar para exibição de vídeos ao vivo
Em mais um esforço para aumentar a receita, oYouTube agora tem um recurso que pode exigir um pagamento antes da exibição de um video ao vivo, de acordo com um anuncio feito no blog do YouTube.
A ferramenta é voltada para parceiros do serviço de vídeo que quiserem oferecer serviços de pay-per-view pelo YouTube. A ideia é que usuários possam assistir, por exemplo, lutas pela internet, sem precisar de uma assinatura de TV a cabo ou satélite.
Ao escolher por cobrar para a exibição de um video ao vivo, será possível também escolher quais países poderão acessar a exibição e quanto custará para cada um deles.
Fonte: Olhar Digital
A ferramenta é voltada para parceiros do serviço de vídeo que quiserem oferecer serviços de pay-per-view pelo YouTube. A ideia é que usuários possam assistir, por exemplo, lutas pela internet, sem precisar de uma assinatura de TV a cabo ou satélite.
Ao escolher por cobrar para a exibição de um video ao vivo, será possível também escolher quais países poderão acessar a exibição e quanto custará para cada um deles.
Fonte: Olhar Digital
Arquivos do Megaupload serão mantidos em data centers até o fim do julgamento
A Carpathia Hosting, empresa que hospeda os arquivos do Megaupload, enviou um documento à Justiça dos Estados Unidos afirmando que vai manter os dados dos mais de 50 milhões de usuários do serviço de compartilhamento enquanto o processo está em andamento.
Em documento à Corte Federal de Virgínia (EUA), a companhia declarou que "não está em posição de decidir se vai destruir ou manter os dados do Megaupload sem a orientação da Justiça americana". Segundo o site Torrent Freak, "as alegações dos réus são suficientemente razoáveis ao afirmarem que sem uma ordem da Corte seria imprudente por parte da Carpathia reconfigurar os servidores".
O Megaupload pediu a preservação dos arquivos para preparar sua defesa para o julgamento, enquanto a EFF (Fundação Fronteira Eletrônica), que defende a liberdade de expressão para meios digitais, requisitou à Justiça do país a devolução dos dados aos usuários do serviço. No entanto, a companhia de hospedagem pede à corte que os custos para a manutenção dos arquivos sejam assumidos pelas partes que têm interesse em mantê-los. Desde janeiro havia rumores sobre a possibilidade da Carpathia Hosting deletar arquivos de usuários do Megaupload, uma vez que os fundos da empresa foram congelados pelas autoridades, impossibilitando o pagamento à companhia de hospedagem de servidores. O Torrent Freak diz que, até que o julgamento termine, os dados estão a salvo. Mas se a Justiça americana decidir no final do processo que os dados devem ser apagados, a Carpathia terá de cumprir a ordem.
Fechamento e investigações
Para acabar com a liberdade de expressão e a pirataria na internet, os EUA retiraram o Megaupload do ar em janeiro deste ano e funcionários da empresa foram presos, incluindo o fundador, Kim Dotcom. Na época, a acusação alegou que a companhia deve mais de US$ 500 milhões (cerca de R$ 880 milhões) em vendas perdidas para os detentores de direitos autorais de filmes, músicas e outros tipos de conteúdo.
Além de enviar arquivos, os usuários do Megaupload também pagaram mais de US$ 110 milhões para os fundadores via PayPal. O FBI e autoridades internacionais encontraram mais de 60 contas bancárias espalhadas pelo mundo e vários cadastros no PayPal em nome do serviço. Em nome dos fundadores do MegaUpload também existiam cerca de 30 carros e motocicletas, incluindo modelos da Mercedes-Benz com placas como GUILTY (culpado, em inglês), MAFIA, HACKER, GOOD (bom) e EVIL (mal).
Segundo arquivos do FBI, os próprios funcionários do Megaupload se aproveitavam do conteúdo enviado pelos usuários para baixar arquivos ilegalmente. E-mails trocados entre executivos do serviço mostraram discussões sobre cópias de diversos álbuns e episódios de séries baixados a partir de links colocados por membros do site. Em conversas, eles chegaram a afirmar que possuem "um negócio divertido... somos piratas dos tempos modernos."
Fundador milionário
Kim Schmitz, que fez 38 anos na prisão, foi detido na mansão onde morava com a mulher grávida e os três filhos em Coatesville, Nova Zelândia, em 19 de janeiro deste ano. Apesar de casado, o milionário era famoso por estar sempre rodeado de belas mulheres.
A casa onde ele foi preso está avaliada em US$ 30 milhões (cerca de R$ 52,7 milhões). Apesar de ter gasto cerca de R$ 5,7 milhões em uma reforma, a mansão não pertence a Dotcom: ele tentou comprá-la, mas não teve sucesso por causa de problemas na Justiça. Fez então um contrato de leasing com o proprietário. Os policiais confiscaram, além da casa, veículos e jet skis.
Em fevereiro, Dotcom declarou em um tribunal da Nova Zelândia que foi vítima de agressões e brutalidade policial. O empresário declarou que, ao ser levado sob custódia, teve o rosto chutado e socado pelos oficiais. As autoridades da Nova Zelândia informaram que não conseguiram abrir a porta da casa de Dotcom devido a mecanismos de segurança, o que os obrigaram a forçá-la para poder efetuar a prisão.
Informações revelam que o fundador do Megaupload não obedeceu às ordens da polícia porque teve medo de ser surpreendido e, possivelmente, levar um tiro. Além disso, foram encontrados na residência uma espingarda semi-automática, cartões de crédito e passaportes com nomes diferentes.
Em 22 de fevereiro, após completar cerca de um mês na prisão, Dotcom conseguiu liberdade condicional até o fim do julgamento. Ele está em uma mansão na cidade de Auckland e não poderá viajar mais do que 80 quilômetros enquanto aguarda a decisão sobre sua extradição para os Estados Unidos, onde é acusado de lavagem de dinheiro e pirataria. Ele também não poderá usar a internet durante o período e também não terá acesso às suas contas bancárias.
Fonte: Olhar Digital
Em documento à Corte Federal de Virgínia (EUA), a companhia declarou que "não está em posição de decidir se vai destruir ou manter os dados do Megaupload sem a orientação da Justiça americana". Segundo o site Torrent Freak, "as alegações dos réus são suficientemente razoáveis ao afirmarem que sem uma ordem da Corte seria imprudente por parte da Carpathia reconfigurar os servidores".
O Megaupload pediu a preservação dos arquivos para preparar sua defesa para o julgamento, enquanto a EFF (Fundação Fronteira Eletrônica), que defende a liberdade de expressão para meios digitais, requisitou à Justiça do país a devolução dos dados aos usuários do serviço. No entanto, a companhia de hospedagem pede à corte que os custos para a manutenção dos arquivos sejam assumidos pelas partes que têm interesse em mantê-los. Desde janeiro havia rumores sobre a possibilidade da Carpathia Hosting deletar arquivos de usuários do Megaupload, uma vez que os fundos da empresa foram congelados pelas autoridades, impossibilitando o pagamento à companhia de hospedagem de servidores. O Torrent Freak diz que, até que o julgamento termine, os dados estão a salvo. Mas se a Justiça americana decidir no final do processo que os dados devem ser apagados, a Carpathia terá de cumprir a ordem.
Fechamento e investigações
Para acabar com a liberdade de expressão e a pirataria na internet, os EUA retiraram o Megaupload do ar em janeiro deste ano e funcionários da empresa foram presos, incluindo o fundador, Kim Dotcom. Na época, a acusação alegou que a companhia deve mais de US$ 500 milhões (cerca de R$ 880 milhões) em vendas perdidas para os detentores de direitos autorais de filmes, músicas e outros tipos de conteúdo.
Além de enviar arquivos, os usuários do Megaupload também pagaram mais de US$ 110 milhões para os fundadores via PayPal. O FBI e autoridades internacionais encontraram mais de 60 contas bancárias espalhadas pelo mundo e vários cadastros no PayPal em nome do serviço. Em nome dos fundadores do MegaUpload também existiam cerca de 30 carros e motocicletas, incluindo modelos da Mercedes-Benz com placas como GUILTY (culpado, em inglês), MAFIA, HACKER, GOOD (bom) e EVIL (mal).
Segundo arquivos do FBI, os próprios funcionários do Megaupload se aproveitavam do conteúdo enviado pelos usuários para baixar arquivos ilegalmente. E-mails trocados entre executivos do serviço mostraram discussões sobre cópias de diversos álbuns e episódios de séries baixados a partir de links colocados por membros do site. Em conversas, eles chegaram a afirmar que possuem "um negócio divertido... somos piratas dos tempos modernos."
Fundador milionário
Kim Schmitz, que fez 38 anos na prisão, foi detido na mansão onde morava com a mulher grávida e os três filhos em Coatesville, Nova Zelândia, em 19 de janeiro deste ano. Apesar de casado, o milionário era famoso por estar sempre rodeado de belas mulheres.
A casa onde ele foi preso está avaliada em US$ 30 milhões (cerca de R$ 52,7 milhões). Apesar de ter gasto cerca de R$ 5,7 milhões em uma reforma, a mansão não pertence a Dotcom: ele tentou comprá-la, mas não teve sucesso por causa de problemas na Justiça. Fez então um contrato de leasing com o proprietário. Os policiais confiscaram, além da casa, veículos e jet skis.
Em fevereiro, Dotcom declarou em um tribunal da Nova Zelândia que foi vítima de agressões e brutalidade policial. O empresário declarou que, ao ser levado sob custódia, teve o rosto chutado e socado pelos oficiais. As autoridades da Nova Zelândia informaram que não conseguiram abrir a porta da casa de Dotcom devido a mecanismos de segurança, o que os obrigaram a forçá-la para poder efetuar a prisão.
Informações revelam que o fundador do Megaupload não obedeceu às ordens da polícia porque teve medo de ser surpreendido e, possivelmente, levar um tiro. Além disso, foram encontrados na residência uma espingarda semi-automática, cartões de crédito e passaportes com nomes diferentes.
Em 22 de fevereiro, após completar cerca de um mês na prisão, Dotcom conseguiu liberdade condicional até o fim do julgamento. Ele está em uma mansão na cidade de Auckland e não poderá viajar mais do que 80 quilômetros enquanto aguarda a decisão sobre sua extradição para os Estados Unidos, onde é acusado de lavagem de dinheiro e pirataria. Ele também não poderá usar a internet durante o período e também não terá acesso às suas contas bancárias.
Fonte: Olhar Digital
domingo, 18 de setembro de 2011
"Hands on": experimentamos o Windows 8 Developers Preview
Você também já pode testar, mas é bom ter paciência: o pacote completo tem de 2.83 a 4.8GB (versão mais completa). Para fazer o download gratuito, é sóclicar aqui. Mas atenção: como a versão ainda é para testes, muitos bugs e instabilidades podem aparecer. Portanto, só instale em um PC de testes, ou que não seja aquele principal da sua casa.
Desempenho
Instalamos o Windows 8 em uma máquina equipada com processador Intel Celeron, com 2 GB de memória e HD de 250 GB. Com a configuração modesta, nossa ideia era tirar a prova: será que o sistema operacional realmente exige pouco do equipamento? A resposta é: sim, ele realmente é muito leve. As configurações mínimas, sugeridas pela Microsoft, são: processador de 1GHz, 1 GB de RAM e 16 GB de espaço em disco. A instalação também é muito rápida: levou exatos 27 minutos.
Mesmo na máquina modesta que utilizamos, o boot foi bem rápido: cerca de 30 segundos, mais uns 5 segundos até entrarmos com o login e senha (a Microsoft promete que PCs feitos sob medida para o Win8 poderão dar o boot em apenas 8 segundos!). Abrir aplicativos foi algo muito simples e leve, assim como a alternância entre eles. A ampulheta não foi mostrada em nenhum momento, e mesmo a mudança de um ambiente para o outro não apresentou travamentos. Tudo fluiu muito tranquilamente, sem grandes exigências do hardware.
Interface
A Microsoft propõe um salto gigantesco entre o visual da edição anterior (versão 7) para esta. Na verdade, ela parece querer reunir a mesma interface, tanto para o sistema operacional móvel quanto para o sistema operacional de desktops e laptops. O visual é idêntico ao do Windows Phone 7, chamado "Metro", que traz quadradinhos coloridos com diferentes informações. Eles podem ser atalhos para diferentes aplicativos, ou espaços para informações atualizadas em tempo real, uma vez que a ideia é que usuários estejam conectados à internet o tempo inteiro. A cada aplicativo instalado, um novo quadrado (ou "tile") é criado. Para abri-lo, basta um click, contra os 2 necessários até então para qualquer ação no Windows.
É possível reunir "tiles" e até mesmo dar nomes para esses grupos criados. Também existem 2 tamanhos de "tiles" - um mais quadradinho e outro um pouco maior, retangular. Basta clicar com o botão direito para que 3 opções apareçam na barra inferior: mudança de tamanho, desinstalar e tirar o "pin", ou o atalho, da home. A Microsoft promete que, nos builds futuros, será possível utilizar o movimento de pinça para zoom na tela e, assim, o usuário poderá visualizar todas as "tiles" de uma vez só, e rearranjar grupos da maneira que quiser.
Quando você está num programa específico, a única maneira de sair dele é levar o cursor para o canto esquerdo inferior, e clicar no botão Start. Ao apertar a tecla "Windows", você também é levado para a home. Um segundo detalhe é que a única maneira de saber quantos aplicativos estão abertos é usar as teclas Alt + Tab. Não há indicação, em lugar nenhum, de quantos aplicativos estão rodando ao mesmo tempo. E será que alguém conseguiu descobrir como fechar um software na nova versão do Windows? Não vale apelar para o Gerenciador de Tarefas! :) De acordo com a Microsoft, os apps rodando em segundo plano não consomem processamento e basta um click na "tile" correspondente para que o software volte a ser executado do ponto onde você o deixou da última vez.
O menu "Iniciar" deixou de existir. Em seu lugar, ao jogarmos o ponteiro do mouse para o canto inferior esquerdo da tela, aparecem 5 opções: o Start leva o usuário para a página inicial, com as "tiles"; o "Search" promove uma busca entre os apps/arquivos/settings do computador; o "Share" serve para compartilhar screenshots; o "Devices" ainda não mostrou muita utilidade, pelo menos para nós; e, por último, o "Settings", que traz as configurações de cada aplicativo aberto e em primeiro plano.
A princípio, nós nos perdemos um pouco no novo layout, uma vez que a mudança é gritante. Mas, poucos minutos de navegação são suficientes para começar a entender a nova lógica. No entanto, será que os usuários mais conservadores gostarão ou entenderão tanta mudança? Esta é uma resposta que só teremos após a adoção massiva do sistema operacional.
Outro detalhe: a possibilidade de utilizar janelas parece ter sido deixada de lado. Todos os aplicativos são executados em tela cheia e, para alternar entre eles, é necessário usar a combinação do teclado "Alt+Tab" ou manter o mouse no canto esquerdo da tela por alguns segundos até aparecer o app anterior. No entanto, há a possibilidade de exibir 2 telas lado a lado.
Para os mais conservadores
Para essa turma, a Microsoft optou por manter uma interface parecida com a atual. Ao clicar "Alt+Tab", é possível selecionar um espaço muito parecido com o ambiente que você já está acostumado. Assim, é possível passar por uma transição até ficar tranquilo com o novo ambiente, tão diferente. É claro que a duplicidade de ambientes também tem questões técnicas: softwares mais antigos só poderão rodar no ambiente antigo.
Navegação na Internet
O Internet Explorer apresenta um visual completamente diferente. A mudança mais perceptível tem a ver com a barra de endereços, que passa a ser exibida no rodapé da página. No entanto, se ele for executado a partir da interface-padrão, o browser vai assumir o mesmo visual de hoje. Talvez esta seja uma arma da Microsoft: manter 2 visualizações, a antiga e a atual, para que os usuários se acostumem aos poucos, e migrem para o ambiente mais recente à medida em que se sentirem seguros.
Aplicativos
O Windows 8 traz uma grande variedade de aplicativos, mas muitos deles nem merecem comentários. São demonstrações, que podem vir a ser algo importante no futuro. Mas há 11 jogos, um novo "Paint" para editar imagens, ferramentas para música. O Twitter e Facebook ganharam softwares nativos na versão 8, assim como um leitor de feeds RSS. Alarmes, previsão do tempo, Windows Store (ainda inativa, e que promete trazer tanto apps móveis como para desktop) são outras opções exibidas. Também podemos esperar pelos novos Media Center e Windows Media Player. Para ter acesso ao menu com configurações e comandos, basta apertar o botão direito em qualquer lugar da tela.
Ainda está prevista uma sincronização de PCs por meio de uma conta Live. É possível manter o mesmo background, tela, organização de "tiles", favoritos do IE, senhas e histórico em todos os seus computadores. Também é possível utilizar o SkyDrive para acessar outro PC remotamente.
Conclusão
Ainda é cedo para ter conclusões mais objetivas. De qualquer forma, as primeiras impressões foram positivas. A ideia da Microsoft - de trazer a experiência dos tablets e celulares para os desktops, com telas bem maiores - é bastante interessante. O problema é a diferença gritante entre esta e a versão anterior: será que os usuários, principalmente os menos envolvidos com a tecnologia, vão se acostumar? Acreditamos que esta seja uma questão de tempo, uma vez que tudo parece ter se tornado mais intuitivo.
Ainda não há informações concretas sobre data de lançamento, preço ou se a empresa oferecerá diferentes versões do sistema operacional. No entanto, é certeza que a Microsoft ainda tem muito chão pela frente até lançar a versão final. Por isso, podemos esperar por "upgrades", apesar da empresa já ter deixado clara a sua linha de raciocínio para a nova versão do sistema operacional.
Fonte: Olhar Digital
Começo do videogame no Brasil foi marcado por “pirataria legalizada”
Uma reserva de mercado para empresas de software permitiu que pequenas empresas do Brasil copiassem descaradamente os jogos e videogames de empresas estrangeiras. Apesar de desrespeitar a propriedade intelectual de fabricantes como Atari e Coleco, as cópias estavam dentro da lei brasileira.
Veja imagens dos primeiros videogames que chegaram no país
A saga do desenvolvimento dos primeiros videogames no Brasil, que viraram febre no começo dos anos 80, é o tema do livro 1983: O ano dos videogames no Brasil, lançado no início deste mês por Marcus Vinicius Garret Chiado, de 38 anos, também conhecido pelo nickname Garretimus.
Fruto de intensa pesquisa em jornais da época, 1983 traz a história do Atari e outros consoles que disputavam o mercado. O autor compara o fetiche da época pelos videogames com o atual iPad, capaz de provocar imensas filas a cada versão que é lançada.
Garretimus conversou com o R7 sobre esse e outros assuntos. Veja os principais trechos:
R7 - O que motivou o sr. a escrever esse livro?
Garretimus - A ausência desse tipo de material no mercado. Eu colecionei videogames e micros antigos de 1995 até o ano passado. Lá fora, os americanos e europeus levam a sério isso. E aqui no Brasil não tem material.
R7 - O país teve que apelar para o jeitinho brasileiro para lançar os primeiros videogames?
Marcus Vinicius Garret Chiado - Teve, né? A reserva de mercado criada pelos militares proibia que empresas estrangeiras entrassem no país para produzir qualquer coisa que tivesse microchip ou microprocessador. Não podia nem importar.
R7 - Isso atrasou o desenvolvimento dos videogames no Brasil?
Garretimus - Na verdade, a reserva apressou. Por causa da reserva, a gente teve vários clones de cartucho e videogames. De tudo quanto é marca. Um sujeito que não podia comprar um cartucho oficial da Polyvox de Atari, comprava um mais barato que os oficiais. Ajudou a popularizar o videogame.
R7 - O que essas empresas faziam era uma espécie de pirataria?
Garretimus - Sim, uma espécie de “pirataria legalizada”. Em 82 saiu uma normativa da SEI, a Secretaria Especial de Informática. Era proibido o envio de royalties referentes a software para empresas do exterior. Então o pessoal deitava e rolava. Nem se o cara quisesse pagar para a Activision, por exemplo, não podia, porque era contra a lei. Aí todo mundo queria fazer cartucho de Atari. Era tudo vendido legalmente nas lojas, com nota fiscal, garantia. Em termos de Brasil, não era pirataria.
R7 - O Brasil aprendeu com a reserva?
Garretimus - Não aprendeu a fazer. Só aprendeu a copiar na cara dura. Era tudo cópia. Hoje está aí, o Brasil não produz nada de videogames.
R7 Quando cai a reserva?
Garretimus - Com a entrada do presidente Collor. Por isso você acha hoje brinquedo da Mattel no shopping. Nos anos 80, era a Estrela que lançava os produtos da Mattel. Você acha produtos das marcas originais a vontade. Quando eu era criança [Garretimus tem 34 anos], não tinha essa variedade.
R7 - Como o Brasil recebeu o videogame?
Garretimus - O país ficou apaixonado pelo videogame. Era uma coisa para toda a família. A mãe queria ter um Atari, todo mundo queria ter, era um símbolo da modernindade. Hoje é muito mais focado na figura do gamer, do nerd. No anos 80, o país ficou apaixonado pelo videogame.
R7 - Os novos videogames não enfocam esse sentimento família?
Garretimus - Ah, sim, aí vem a segunda parte, com o Wii, o Xbox e o Kinect parecem resgatar isso. Minha esposa e minha filha jogam. Elas não vão jogar um Call of Duty, esquece. Nesse aspecto, o videogame está voltando a juntar a família de novo.
Serviço1983: O ano dos videogames no Brasil pode ser encomendado pelo e-mail euquero1983@gmail.com. O livro custa R$ 45 já com a despesa de frete.
Fonte: r7.com
Veja imagens dos primeiros videogames que chegaram no país
A saga do desenvolvimento dos primeiros videogames no Brasil, que viraram febre no começo dos anos 80, é o tema do livro 1983: O ano dos videogames no Brasil, lançado no início deste mês por Marcus Vinicius Garret Chiado, de 38 anos, também conhecido pelo nickname Garretimus.
Fruto de intensa pesquisa em jornais da época, 1983 traz a história do Atari e outros consoles que disputavam o mercado. O autor compara o fetiche da época pelos videogames com o atual iPad, capaz de provocar imensas filas a cada versão que é lançada.
Garretimus conversou com o R7 sobre esse e outros assuntos. Veja os principais trechos:
R7 - O que motivou o sr. a escrever esse livro?
Garretimus - A ausência desse tipo de material no mercado. Eu colecionei videogames e micros antigos de 1995 até o ano passado. Lá fora, os americanos e europeus levam a sério isso. E aqui no Brasil não tem material.
R7 - O país teve que apelar para o jeitinho brasileiro para lançar os primeiros videogames?
Marcus Vinicius Garret Chiado - Teve, né? A reserva de mercado criada pelos militares proibia que empresas estrangeiras entrassem no país para produzir qualquer coisa que tivesse microchip ou microprocessador. Não podia nem importar.
R7 - Isso atrasou o desenvolvimento dos videogames no Brasil?
Garretimus - Na verdade, a reserva apressou. Por causa da reserva, a gente teve vários clones de cartucho e videogames. De tudo quanto é marca. Um sujeito que não podia comprar um cartucho oficial da Polyvox de Atari, comprava um mais barato que os oficiais. Ajudou a popularizar o videogame.
R7 - O que essas empresas faziam era uma espécie de pirataria?
Garretimus - Sim, uma espécie de “pirataria legalizada”. Em 82 saiu uma normativa da SEI, a Secretaria Especial de Informática. Era proibido o envio de royalties referentes a software para empresas do exterior. Então o pessoal deitava e rolava. Nem se o cara quisesse pagar para a Activision, por exemplo, não podia, porque era contra a lei. Aí todo mundo queria fazer cartucho de Atari. Era tudo vendido legalmente nas lojas, com nota fiscal, garantia. Em termos de Brasil, não era pirataria.
R7 - O Brasil aprendeu com a reserva?
Garretimus - Não aprendeu a fazer. Só aprendeu a copiar na cara dura. Era tudo cópia. Hoje está aí, o Brasil não produz nada de videogames.
R7 Quando cai a reserva?
Garretimus - Com a entrada do presidente Collor. Por isso você acha hoje brinquedo da Mattel no shopping. Nos anos 80, era a Estrela que lançava os produtos da Mattel. Você acha produtos das marcas originais a vontade. Quando eu era criança [Garretimus tem 34 anos], não tinha essa variedade.
R7 - Como o Brasil recebeu o videogame?
Garretimus - O país ficou apaixonado pelo videogame. Era uma coisa para toda a família. A mãe queria ter um Atari, todo mundo queria ter, era um símbolo da modernindade. Hoje é muito mais focado na figura do gamer, do nerd. No anos 80, o país ficou apaixonado pelo videogame.
R7 - Os novos videogames não enfocam esse sentimento família?
Garretimus - Ah, sim, aí vem a segunda parte, com o Wii, o Xbox e o Kinect parecem resgatar isso. Minha esposa e minha filha jogam. Elas não vão jogar um Call of Duty, esquece. Nesse aspecto, o videogame está voltando a juntar a família de novo.
Serviço1983: O ano dos videogames no Brasil pode ser encomendado pelo e-mail euquero1983@gmail.com. O livro custa R$ 45 já com a despesa de frete.
Fonte: r7.com
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sábado, 17 de setembro de 2011
iPhone 5: site de operadora britânica divulga quatro modelos do equipamento
Um suposto iPhone 5 apareceu no site da operadora Vodafone, do Reino Unido, neste fim de semana. De acordo com o site Apple Insider, os aparelhos ficaram expostos por alguns minutos e, logo depois, foram tirados do ar.
O smartphone foi citado na página de um serviço de ampliação de sinal da operadora, o Vodafone Sure Signal. Nela, foram revelados quatro modelos do iPhone 5: de 16 GB e de 32 GB, ambos nas versões preta e branca.
Na última quinta-feira (8/9), o site DigiTimes divulgou uma notícia, na qual afirmava que fontes de mercado garantiram que a Foxconn - empresa taiwanesa que produz equipamentos para a Apple -, nos últimos dias, acelerou o processo de fabricação do novo smartphone e está, atualmente, produzindo 150 mil unidades diárias do iPhone 5.
De acordo com a notícia, o objetivo da Apple é entregar de 5 milhões a 6 milhões de iPhones 5 nas lojas, ainda em setembro. A fabricante ainda tem a meta de comercializar mais de 22 milhões de unidades do novo aparelho, no último trimestre deste ano.
Detalhes do iPhone 5 ainda não foram divulgados oficialmente pela Apple. Mas rumores apontam que a novidade deve ser lançada no mercado mundial em outubro.
Fonte: Olhar Digital
O smartphone foi citado na página de um serviço de ampliação de sinal da operadora, o Vodafone Sure Signal. Nela, foram revelados quatro modelos do iPhone 5: de 16 GB e de 32 GB, ambos nas versões preta e branca.
Na última quinta-feira (8/9), o site DigiTimes divulgou uma notícia, na qual afirmava que fontes de mercado garantiram que a Foxconn - empresa taiwanesa que produz equipamentos para a Apple -, nos últimos dias, acelerou o processo de fabricação do novo smartphone e está, atualmente, produzindo 150 mil unidades diárias do iPhone 5.
De acordo com a notícia, o objetivo da Apple é entregar de 5 milhões a 6 milhões de iPhones 5 nas lojas, ainda em setembro. A fabricante ainda tem a meta de comercializar mais de 22 milhões de unidades do novo aparelho, no último trimestre deste ano.
Detalhes do iPhone 5 ainda não foram divulgados oficialmente pela Apple. Mas rumores apontam que a novidade deve ser lançada no mercado mundial em outubro.
Fonte: Olhar Digital
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